A ecolalia é um sintoma muito comum e persistente no TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). É definida como a repetição em eco da fala do outro. No entanto, a ecolalia não é um comportamento exclusivo do autismo. É um comportamento que faz parte do desenvolvimento de fala e linguagem da criança.
Porém, é importante salientar e diferenciar o viés patológico da ecolalia do viés que faz parte do desenvolvimento típico da criança. Uma das principais características que diferenciam uma da outra é que as ecolalias decorrentes do desenvolvimento típico costumam diminuir e sumir conforme o desenvolvimento, enquanto a patológica é persistente e contínua. Muito embora existam três tipos de ecolalia (imediata, tardia e mitigada), é comumente dividida em duas (imediata e tardia).
A ecolalia imediata por exemplo, consiste na repetição imediata da fala do outro.
Exemplo: O adulto dirige uma pergunta diretamente à criança “Oi, tudo bem?” e a criança responde exatamente e imediatamente na mesma entonação “Oi, tudo bem?”.
A ecolalia tardia caracteriza-se como a repetição e emissão tardia da fala do outro. É bastante comum se apresentar através de repetições de falas de desenhos e canções que fazem parte do repertório de interesse da criança.
Exemplo: a criança está brincando e começa a soltar frases e palavras aleatórias oriundas das falas dos pais ou de desenhos que costuma assistir.
Já a ecolalia mitigada é basicamente a repetição em eco de falas, mas com função. Dentro de contextos adequados.
Tratando-se de crianças neurotípicas, conforme a criança vai adquirindo maior repertório verbal e ampliando a gama de habilidades linguísticas, a ecolalia tende a diminuir e sumir com o tempo. No caso de crianças neuroatípicas – especialmente no caso de crianças com TEA-Transtorno do Espectro do Autismo, a ecolalia tende a diminuir indiretamente também com as intervenções fonoaudiológicas.