A forma como a família lida com o autismo e seus componentes é um divisor de águas no processo de aprendizagem das pessoas que possuem dificuldade de entender o lhe é ensinado. Isso não é diferente quando falamos de inclusão escolar.
A escola talvez seja a experiência mais simbólica dada a sua relevância do processo de inclusão social do autista ainda com pouca idade.
A instituição de ensino deve, com base em sua realidade e na característica individual de cada aluno, buscar estratégias para que o processo de aprendizagem aconteça com qualidade.
Todavia, quando se trata de uma criança com autismo, a união das forças é sempre salutar no processo inclusivo. Quando família e escola realizam uma parceria que visa o desenvolvimento do aluno, os resultados tendem a ser muito melhores.
Existem preceitos de aprendizagem que podem ser passados ao aluno com autismo e aos demais, tais como:
Todos estes pontos podem ser alcançados com facilidade e rapidez se os pais se engajam no movimento inclusivo. Eles, por conhecerem a rotina de seu filho e pela afetividade e amor, possuem condições ideais de auxiliar no ensino, orientados pelos docentes e terapeutas para empregarem a forma mais impactante para um resultado positivo.
Em vez de focar no fato de que o seu filho é diferente de outras crianças, é salutar e necessário que os pais pratiquem a aceitação da condição do autismo. Aprecie as peculiaridades especiais do seu filho, celebre pequenos sucessos e pare de compará-lo com outras crianças.
As crianças com TEA têm dificuldade em aplicar o que aprenderam em um ambiente como na escola ou na Terapia ABA. Criar consistência e reforçar comportamentos em casa é a melhor maneira de reforçar o aprendizado delas. Os pais e familiares precisam acompanhar as terapias e intervenções terapêuticas para dar continuidade nas técnicas em casa.

Cuidar de uma criança com TEA pode exigir muita energia e tempo. É muito importante que os pais busquem ajuda ao se sentirem sobrecarregados, estressados ou desanimados.
Ser pai ou mãe nem sempre é fácil e criar um filho com necessidades especiais como autismo, é ainda mais desafiador. As crianças com autismo precisam receber muito amor e precisam ser cuidados com muita paciência e determinação para conseguir se desenvolver adequadamente.
A participação familiar é uma das formas de desenvolver as habilidades das crianças com TEA que nem sempre são fáceis e exigem esforço de todos ao redor, não apenas dos responsáveis diretos. Por isso, salientamos que é interessante que outros membros da família busquem acompanhamento psicológico para conseguirem lidar melhor com as dificuldades.
São muitos os benefícios. O acompanhamento terapêutico oferece a possibilidade de trabalhar a individualidade, a própria fragilidade, insegurança e sanar dúvidas.
Esse acompanhamento não se restringe ao fornecimento de orientação de como se portar para tornar mais efetivo o tratamento da criança. Existem vários canais de ajuda, como por exemplo, a terapia em grupo e redes de apoio. O acompanhamento psicológico feito em grupos é utilizado em diversas ocasiões, inclusive entre famílias que lidam com o TEA. Já nas redes de apoio, não há coordenação de um profissional, mas um grupo de pais que se reúne para conversar sobre suas experiências e se ajudar mutuamente. O que pode ser considerado o movimento positivo: o relato que temos dos pais que participam desses grupos é que o espaço para serem ouvidos traz muito conforto, além disso, considera-se importante salientar que as redes de apoio destinadas aos pais são locais de compartilhamento de experiências, mas que eles devem ter cautela antes de testarem alguma indicação e sempre buscar o psicólogo responsável pelo caso do filho.
Este processo proporciona um reconhecimento próprio enquanto pais e enquanto indivíduos, que vai além do papel de pais e de cuidadores que é necessário assumir e que o define em relação à criança,
“Autismo: Todo aprendizado é um desafio, mas todo desafio é uma chance de aprender!”
Claudio Furian (CRP 06/125680) e Juliana da Silva Gomes (CRP 06/147211) Coord. Psicologia
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