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27.SET.23

A importância da psicopedagogia especializada

A importância da psicopedagogia especializada

A preparação para Pedagogia especializada, vai muito além da graduação. É crucial para o profissional dessa área a realização de pesquisas, cursos e especializações. É necessário estudar profundamente, para ampliar o conhecimento e proporcionar um ambiente educacional mais seguro, gerando desenvolvimento evolutivo no processo de ensino aprendizagem.

A importância da Pedagogia especializada
A importância da Pedagogia especializada

NOVAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

A educação de uma criança com atraso no desenvolvimento é uma experiência que exige do educador uma organização pedagógica direcionada à potencialização de suas habilidades e competências, sendo assim, de suma importância que o profissional reconheça as dificuldades do aluno no processo educativo e busque a participação e o avanço de todos, trabalhando com novas práticas pedagógicas.

FOCO NAS POTENCIALIDADES

O foco não deve estar nos sintomas do TEA (Transtorno do Espectro Autista), nas deficiências e falhas, como se faz de modo acentuado nos critérios diagnósticos, mas sim nas potencialidades que podem ser desenvolvidas por um sujeito que aprende.

 

Preparar A ATUAÇÃO

Ter ciência de como o aluno constrói seu conhecimento, compreender as dimensões das relações com a instituição, com os professores, com o conteúdo e relacioná-los aos aspectos afetivos e cognitivos, permite uma atuação mais segura e eficiente.

 

 

INOVAÇÃO É ESSENCIAL

Os professores precisam se atentar quanto ao ritmo de aprendizagem de cada criança e ter em mente que crianças com TEA apresentam dificuldades em se expressar, o que muitas vezes dificulta a comunicação entre a criança e o professor. Adotar estratégias pedagógicas para crianças com TEA pode ajudar em seu desempenho porém, é importante que o professor inove a cada aula, explore as melhores estratégias e mantenha as que funcionem.

 

 

O QUE É PLANO de EDucaçÃO INDIVIDUALIZADO

Existe um programa educacional para as crianças com autismo, o PEI (Plano de Educação Individualizado). Com esse programa, o professor pode planejar e acompanhar o desenvolvimento e desempenho de crianças com TEA, por meio de um documento formulado pelo próprio professor, com base nas necessidades específicas da criança, após uma avaliação. 

A Análise Comportamental Aplicada (ABA) é mais uma prática pedagógica para crianças com TEA, é uma ciência aplicada muito indicada por especialistas. A terapia ABA é uma abordagem psicológica que analisa e compreende o comportamento das pessoas com autismo, a fim de diminuir os comportamentos negativos e acentuar os comportamentos positivos. Essa abordagem pode ser aplicada em crianças, jovens e até adultos e é feita de maneira individualizada, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Após o diagnóstico da criança, o professor deve planejar suas aulas levando em consideração a condição daquele aluno, com estratégias pedagógicas que atendam às necessidades, supram as dificuldades e acentuem as habilidades da criança. Para obter os resultados esperados a partir da adoção de estratégias pedagógicas para crianças com TEA, é importante que haja um acompanhamento de cada estratégia e análise de quais estão funcionando e quais não estão. Com esse controle, o professor fica ciente dos avanços e do que precisa ser melhorado, quais estratégias descartar e quais manter.

Para uma aula e um ambiente inclusivo, podemos citar as seguintes estratégias pedagógicas para crianças com TEA:

  • Mantenha uma rotina:

    A rotina é uma repetição dos nossos processos do dia a dia, e crianças com autismo se sentem mais confortáveis e seguras com uma rotina, pois essa previsibilidade diminui a ansiedade. Além disso, é importante comunicar com antecedência caso haja alguma mudança, alteração na rotina, para que não haja surpresas e a criança venha apresentar algum comportamento instável;

  • Use estímulos visuais:
    Estímulos visuais são mais fáceis de serem entendidos por crianças com TEA, por isso, aposte na comunicação visual aliada à comunicação escrita. Use cartazes com as letras do alfabeto, por exemplo, com ilustrações para representar cada letra, a rotina a ser realizada no dia a dia, as regras a serem seguidas. E quando o professor precisar que a criança repita ou faça algo, direcione para a ilustração.

  • Tenha conhecimento dos interesses das crianças:
    Além de conhecer as dificuldades e necessidades, é importante também que se conheça os interesses (reforçadores) das crianças, dessa forma o professor pode usar esses interesses em suas estratégias pedagógicas e inserir em atividades para manter o interesse e o foco na aprendizagem. Outro apontamento importante é saber que as crianças com autismo podem apresentar alguma aversão a barulhos, texturas específicas. Sabendo disso, o professor pode evitar os desconfortos dessas crianças.
  • Planeje suas atividades:
    Elabore atividades levando em consideração o nível de dificuldade do aluno. Aulas e atividades planejadas com antecedência trazem mais segurança ao professor.

  • Valorize as conquistas das crianças:
    A motivação deve ser constante, então para que as crianças com autismo se mantenham interessadas no aprendizado, o professor pode ressaltar cada tarefa realizada de maneira correta, cada regra cumprida, com algum elogio ou até um brinde. E quando houver dificuldade no cumprimento das tarefas, o professor deve auxiliar as crianças e mostrar que é possível superar a dificuldade;

  • Seja criativo:
    Engaje nas aulas, procure maneiras criativas e lúdicas de aplicar atividades, dessa forma manterá o foco das crianças.

Vale ressaltar que as dicas acima devem levar em consideração a individualidade da criança, pois cada uma delas carrega históricos e necessidades diferentes, o que funciona para uma criança pode não funcionar para outra.

O professor deve acreditar no aluno e não desistir de seu aprendizado. Ensinar crianças com TEA pode ser desafiador, mas com um bom planejamento de aula e estratégias pedagógicas é possível transformar as dificuldades em oportunidades e ultrapassar as barreiras do autismo.


 
 
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