Quem somos
Especialidades
Psicologia
Terapia Ocupacional
Fonoaudiologia
Fisioterapia
Psicomotricidade
Nutrição
Psicopedagogia
Musicoterapia
Educação Física
Integração de novas abordagens
Cinoterapia
Pediasuit
Neuropsicologia
Metodologia
Unidades
Imprensa
Blog
Contato
03.FEV.22

Adaptação escolar para crianças com TEA

Adaptação escolar para crianças com TEA

O início ou retorno escolar representa uma mistura de novidades e sensações que irão exigir flexibilidade cognitiva e comportamento adaptativo das crianças. Para uma criança neurotípica situações como essas já podem causar um certo desconforto e desencadear quadros de ansiedade. Do mesmo modo, se falarmos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou neuroatípicas, poderá ocorrer o mesmo sentimento, porém nessas últimas o impacto pode ser muito maior, pois essas circunstâncias as obrigam a sair de sua rotina previsível e normalmente com poucas exigências sociais. 

 

A adaptação de crianças com necessidades especiais nas escolas deve ser iniciada já na escolha da instituição. Antes da efetivação da matrícula, a família deve se planejar para o início do processo de pesquisa e visita às escolas, deve questionar e avaliar o potencial e preparo do espaço acadêmico para acolhimento e desenvolvimento da criança. Deve-se também levar em consideração a aptidão da instituição e dos profissionais para oferecer o acolhimento também para as famílias dando os suportes necessários. O tripé do sucesso em casos de inclusão é composto pelos fatores: Família – Terapias – Escola, estes interligados e sendo trabalhados com o alinhamento dos profissionais fará toda diferença nos resultados e avanços da criança.

 

Em primeiro lugar, espera-se que as instituições procurem entender as necessidades do novo aluno, o que pode ser feito por exemplo, através de uma anamnese com os pais. A partir dos dados obtidos, devem ser elaborados projetos e estratégias válidas de inclusão. A anamnese será o mapa que servirá como guia para os profissionais nesse processo. Deve-se levar em consideração acima de tudo que, não há um modelo padrão, cada inclusão será sempre um novo desafio e cada habilidade e interesse individual da criança, assim como os déficits que este possa apresentar, será o ponto de partida para orientar e intervir nos processos de aprendizagem.

Os educadores precisam ter conhecimento prévio das habilidades e dificuldades da criança para que posteriormente, possa acontecer o aprendizado.

O próximo passo e o mais importante é a elaboração do PEI-Plano de Ensino Individualizado, que é parte fundamental nesse processo. A inclusão sem um PEI é somente a efetivação da matrícula da criança e não trabalhará suas habilidades e nem contribuirá para o seu desenvolvimento.

 

 

As estratégias a serem adotadas devem englobar todo o ambiente escolar e não somente a sala de aula. Esta será a base que fará com que a criança “transite” pelos demais ambientes da instituição, porém todos devem fazer parte e estar envolvidos para o sucesso das inclusões.

A inclusão vai muito além do que é visível, é necessário sensibilidade para perceber diversos aspectos como a necessidade de adaptação não só de espaços físicos, mas também da didática e do preparo da equipe e dos envolvidos como um todo. Ou seja, desde a portaria até a lanchonete/cantina, os profissionais devem estar cientes e treinados para participarem do processo das inclusões.

 

É ainda recomendável, de acordo com a faixa etária dos alunos, que haja o preparo da turma para a recepção do coleguinha atípico e este assunto deve ser abordado com a classe sempre que necessário de maneira bem planejada, com muito cuidado e empatia afinal, nada ensina mais do que o próprio exemplo.

Ainda dentro do projeto de inclusão, é necessário verificar a necessidade de possível adaptação física nos espaços onde acontecerão as atividades com a criança bem como a necessidade do acompanhamento de um Atendente Terapêutico (AT) que a auxiliará tanto dentro quanto fora da sala de aula. O ambiente escolar é o mais rico universo para se trabalhar questões sociais e é a figura do AT que desempenhará a importante função de direcionar e auxiliar a criança na aquisição dos comportamentos adequados para experenciarem da forma mais natural possível, as situações de vida diária.

 

Um projeto cuidadoso, detalhado e que envolva toda a equipe e alunos, além de proporcionar um acolhimento empático e amigável, poderá evitar que a criança seja submetida a momentos de estresse, constrangimentos e reações opositoras.

 

Por fim, vale ainda lembrar que pessoas com Transtorno do Espectro Autista e pessoas com deficiências físicas, intelectuais ou múltiplas têm direitos previstos por leis específicas e cabe a todos nós cidadãos atentar e zelar para que estes sejam aplicados. Seguem links abaixo.

 

 Lei nº 12.764
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm (Acesso em 02/02/2022)

 

 Lei nº 13.146
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm (Acesso em 02/02/2022)

 

 

ACESSE NOSSO BLOG e veja outros artigos.

Próximo Degrau

O PRÓXIMO DEGRAU é um centro de excelência em terapias para Síndrome de Down, TDAH, paralisia cerebral, e especialmente TEA, com foco no desenvolvimento do seu filho.

PD KIDS I
R. São Paulo, 30 - Entrada 1
Alphaville / Barueri – SP
PD KIDS II
Al. Itapecuru, 124
Alphaville / Barueri – SP
PD KIDS III
Avenida Juruá, 747 - Térreo
Alphaville / Barueri – SP
PD TEENS
R. São Paulo, 30 - Entrada 2
Alphaville / Barueri – SP
MATRIZ
Avenida Juruá, 747 - Piso Superior
Alphaville / Barueri – SP