O flapping, caracterizado pelo movimento repetitivo das mãos, é uma estereotipia comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estereotipias são comportamentos repetitivos que incluem ações como balançar o corpo, bater os pés ou fazer sons repetitivos. Embora esses movimentos possam parecer estranhos para quem não tem TEA, eles desempenham um papel crucial para quem os realiza.
Por que o Flapping Acontece?
Esses movimentos frequentemente surgem em momentos de sobrecarga sensorial ou emocional, servindo como uma forma de autorregulação para lidar com a ansiedade, estresse ou excesso de estímulos no ambiente. Para muitas crianças autistas, o flapping e outros comportamentos repetitivos são uma maneira de buscar calma e reorientação interna.
O Flapping como Mecanismo de Enfrentamento
É crucial que a sociedade compreenda que o flapping não é um comportamento a ser “corrigido”, mas sim um mecanismo de enfrentamento. Ele faz parte da maneira como a pessoa autista lida com o mundo ao seu redor.
Quando o Flapping Pode Ser um Problema?
Se esses movimentos interferirem na aprendizagem ou nas interações sociais da criança, pode ser necessário trabalhar com estratégias que permitam que ela expresse suas necessidades de maneira mais funcional, por meio de terapias especializadas.
Como Lidar com o Flapping de Forma Respeitosa?
É essencial que pais, educadores e profissionais de saúde reconheçam que as estereotipias, como o flapping, fazem parte da diversidade de comportamentos do autismo e não devem ser encaradas como algo negativo. Ao invés de punir ou tentar eliminar esses comportamentos, é mais eficaz trabalhar para entender as situações em que eles ocorrem e oferecer alternativas saudáveis para a regulação emocional e sensorial.
Estratégias para Ajudar a Criança
- Introdução de atividades relaxantes: O uso de o uso de acomodações sensoriais como colete de compressão ou técnicas de respiração podem ajudar a reduzir a necessidade de movimentos repetitivos.
- Respeitar a individualidade e os limites da criança: Cada criança é única e pode precisar de abordagens diferentes. É importante respeitar o ritmo e as necessidades de cada criança.
O flapping é uma forma de comunicação e autorregulação para muitas pessoas com autismo. Compreender e respeitar esses movimentos é fundamental para criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos.